E se fosse eu?

Uma Mãe

Nome: Aboessa

Idade: 20

Origem: Damasco, Síria

Quando a luta violenta eclodiu em Yarmouk, um campo não oficial para os palestinos, ao sul da capital síria, Aboessa conseguiu escapar com o seu marido e a sua filha, Doua, com 10 meses de idade. Depois de atravessar a fronteira para a Turquia, passaram uma semana abrigados noutro campo abandonado antes de se meterem num bote de borracha com destino às margens seguras da Europa.

A polícia turca, que patrulhava a costa, parou-os e retirou o motor do barco, para que fossem forçados a voltar para trás, mas eles continuaram navegando através de fortes correntes com pás improvisadas.

E se fosse eu?

Uma Criança

Nome: Omran

Idade: 6

Origem: Damasco, Síria

O pequeno Omran, de camisa azul alegre, está a caminho da Alemanha com a sua família alargada de cinco pessoas para ir ter com outros familiares.

Os seus pais, sabendo que teriam que atravessar florestas para se camuflarem, não se esqueceram dos pensos rápidos para os arranhões e cortes.

E se fosse eu?

Uma Família

Origem: Alepo, Síria

Esta família perdeu tudo. Quando deixaram a Síria, cada um levou entre um a dois sacos. Durante a viagem para a Turquia e, depois para a Grécia, o barco começou a afundar.

Eram 7 mulheres, 4 homens e 20 crianças. Apenas conseguiram preservar um saco entre eles.

Iniciativa de sensibilização para o
acolhimento de refugiados.

Ver para crer

 

Salvar as Crianças. A PSA imagina se a guerra na Siria acontecesse em Londres

Onde dormem as crianças Sirias

 

O que acontece quando a noite cai para os Sirios mais vulneráveis.

HASHTAG

#esefosseeu

QUANDO

6 de Abril

Tudo é para a minha filha, para a proteger de ficar doente. Quando chegámos à Grécia, um homem gentil deu-me dois boiões de comida. Outro deu-nos biscoitos e água quando viram o meu bebé.

O pequeno Omran, de camisa azul alegre, está a caminho da Alemanha com a sua família alargada de cinco pessoas para ir ter com outros familiares. Os seus pais, sabendo que teriam que atravessar florestas para se camuflarem, não se esqueceram dos pensos rápidos para os arranhões e cortes.

Quero que a minha pele fique branca e o cabelo espetado. Não quero que saibam que sou um refugiado.

Deixei na Turquia os meus pais e a minha irmã. Pensei que se morresse neste barco, pelo menos morreria com as fotografias deles perto de mim.

Deixei a Síria com duas malas, mas os traficantes disseram que apenas podia transportar uma. A outra mala tinha toda a roupa. Isto é tudo o que restou.

Eu espero que não sobrevivamos. Já não vale a pena continuar a viver esta vida. Todas as pessoas nos fecham a porta na cara, não temos futuro.

A campanha “E se fosse eu?” é inspirada no projeto “What’s In My Bag?” desenvolvido pelo International Rescue Comitee em colaboração com o fotógrafo Tyler Jump que fotografou um grupo de refugiados que chegou à ilha de Lesbos (Grécia) – uma mãe, uma criança, um adolescente, uma família, um farmacêutico e um artista – e que partilharam o que trouxeram nas suas mochilas quando tiveram de fugir.

Para mais informações sobre o projeto “What’s In My Bag?”:
Website: https://www.rescue.org
Facebook: @International Rescue Committee
Instagram: @International Rescue Committee
Twitter: @theirc

Iniciativa conjunta com: